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Glaura (Casa Branca)

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O nome mais antigo de Casa Branca do qual se tem registro é Santo Antônio das Minas de Balthazar de Godoy. Este Balthazar possuía, segundo Pe.Afonso, uma ermida com três altares e uma imagem de Santo Antônio. Quando em meados do século XVIII deu-se início a construção da atual Matriz estes altares foram inseridos no interior da igreja, como estão até hoje, preservados na nave. Estes retábulos, mesmo estando atualmente muito repintados, deixam entrever partes do douramento da talha primitiva, em um Nacional Português que muito se assemelha ao de São Bartolomeu. Dispomos de poucos dados acerca da construção da antiga Matriz de Casa Branca. O início das obras se deu em 1757 e o fim provável foi em 1764, data existente na peanha da cruz que encima o frontão. Foram arrematantes José Coelho de Noronha, Antônio Moreira Gomes e Tiago Moreira. Ereta originalmente para servir de Matriz somente em meados do século XIX é que passou a ser filial da Matriz de Nossa Senhora de Nazaré de Cachoeira do Campo (este fato aconteceu também com a Igreja de São Bartolomeu). No século XX o poder público mudou o velho nome do povoado para Glaura, alusão ao poema do árcade Silva Alvarenga. Contudo, a população ainda conserva o nome primitivo, chamando o povoado somente de Casa Branca. O arruamento primitivo se desenvolveu em torno da pequena capela, depois transformada em Matriz. Algumas ruelas atingiam, desde a praça principal, parte da antiga Estrada Real do Sabará, que, em Glaura, forma rua com interessante casario conservado. Esta rua, muito pitoresca, atingia a Praia do Rio das Velhas a pouca distância do centro do arraial.

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